quarta-feira, 28 de novembro de 2007

INTRODUÇÃO

Este Blog tem a função de um portifólio. Ele reúne todas as atividades desenvolvidas no ano letivo de 2007 da disciplina de "Ensino de Geografia e Estágio de Vivência Docente", ministrada pela Professora Rosely Archela, do curso de Geografia da Universidade Estadual de Londrina.
Durante o desenvolvimento da disciplina, fizemos leituras de textos, análises de livros didáticos, aulas simuladas, enfim, várias atividades que podem ser vistas neste portifólio

O QUE É PORTIFÓLIO?

O que é Portfólio?

Portfólio é uma pasta individual onde são apresentados trabalhos realizados pelo aluno em determinado período de estudos. Pode ser trabalhos apresentados a uma disciplina durante o ano, durante um curso. Sendo assim, muitos educadores utilizam o portfólio como meio de avaliação, nos dias de hoje também chamado de webfólio.


Bibliografia:


http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htmUserActiveTemplate=4abed&infoid=112&sid=122&tpl=printerview

http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm=internet_e_cia.informatica_principal&id_inf_escola=53

FICHAMENTO DOS TEXTOS

A GEOGRAFIA NA ESCOLA
Até o século XIX, as escolas, além de passarem um saber extremamente eletista, estavam praticamente atreladas às instituições religiosas. O ideal iluminista, acentado na crença do poder da razão humana, é que passa a defender a ampliação da formação cultural para todos como forma capaz de transformar o homem e por meio dele a sociedade. É através deste ideal que todos os homens são considerados iguais porque todos são racionais. A escola pública passa a ser defendida como um meio capaz de difundir os conhecimentos necessários à formação do todos os cidadãos- “direito de todos e dever do Estado”.
A publicização da educação é, pois, uma das formas encontradas pela burguesia enquanto classe em ascensão para conquistar a hegemonia, combatendo os privilégios do clero e dos senhores feudais. Diferentemente da nobreza, que se legitimara por suas raízes pretensamente biológicas criadas por Deus, a burguesia deseja implantar uma nova forma de legitimidade reforçada pelo mérito escolar. “Escolarizar todos os homens era condição de converter servos em cidadãos, era condição de que esses cidadãos participassem do processo político, e, participando do processo político, eles consolidariam a ordem democrática, democracia burguesa, é obvio”...
A transformação de súditos em cidadãos, fundamental para a ruptura do modo de produção feudal e a implantação do modo de produção capitalista, só pôde ser alcançada através da educação. A escola surge, então como um instrumento capaz de transmitir os conhecimentos acumulados pela humanidade, retirando os homens do estado de ignorância em que se encontram e, ao mesmo tempo, inserindo-os na concepção burguesa que emerge na sociedade. A expansão do ensino nesse contexto, foi para assegurar a hegemonia burguesa reproduzindo as ralações de classe existentes e garantindo, ao mesmo tempo, a expansão do capitalismo.
A geografia é incluída nos currículos por razões geopolíticas enquanto não só marca a naturalidade do homem no espaço, mas também sustenta que o homem só é humano porque incluído num espaço politizado, nacional. Ao ser instituída na segunda metade do século XIX, exerce um papel político-social, delimitando o Estado nacional pelo seu território, ou seja, pelo seu quadro natural, a geografia inverte o real , pois substitui a sociedade (sujeito) pela natureza (objeto).
Nos primeiros anos de ensino de geografia, não se tinha a idéia de que era preciso compreender a relação entre a natureza e o homem, e, muito menos, dos homens entre si, mas simplesmente memorizar um saber sobre a natureza física. Para ensinar uma geografia que não isole sociedade e naturezaa, que não fragmente o saber sobre o espaço reduzindo sua dimensão sua dimensão de totalidade, o professor de geografia precisa conhecer a origem deste conteúdo.
A institucionalização da geografia nos centros de ensino superior se faz basicamente em função da necessidade de formar professores para o ensino primário e secundário, e do ambiente político favorável a ela por parte do poder.
Bibliografia:
FONTES, R. M. do A. Da geografia que ensina à ciência da geografia moderna. Florianópolis: UFSC, 1989.

TRANSFORMAÇÕES DA GEOGRAFIA NO BRASIL: PESQUISA, ENSINO E TRANSFORMAÇÃO DO PROFESSOR
A criação do Departamento de Geografia na USP em 1946 foi fundamental para o desenvolvimento da ciência geográfica no Brasil. A profunda influência européia é bastante visível do ponto de vista teórico, principalmente da França, já que seus primeiros mestres vieram de lá.
Antes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência – USP, não existiam profissionais em Geografia. Quem lecionava a disciplina nas escolas eram principalmente os acadêmicos de Direito, engenharia, médicos e seminaristas.
A disciplina Geografia surgiu na FFLC- USP como auxiliar da história. Desenvolveu-se, no entanto, com o crescimento da produção científica baseada em trabalhos de campo, realizado junto com os alunos. Em 1942 existiam 3 cátedras no curso: Geografia Humana, Geografia Física e Geografia do Brasil. Somente em 1957, com a multiplicação dos trabalhos de natureza geográfica, o então curso de História e Geografia da USP, passou a ser subdividido em 2, podendo os alunos ingressantes optar entre um e outro.No Brasil, a formação de uma Geografia com caráter científico se deu a partir de 1930, ao serem criadas as Faculdades de Filosofia- USP, o Conselho Nacional de Geografia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE e a Associação Brasileira de Geógrafos- AGB (1934).
Nas décadas de 40 e 50, o Departamento de Geografia dava importância aos estudos regionais. O IBGE, teve papel fundamental na produção de artigos sobre pesquisas de caráter geográfico.
No Brasil, a geografia não sofreu influência apenas da Geografia Francesa, mas também foi influenciada por outros pensadores como Alexander von Humboldt, Friedrich Ratze, Karl Ritter, que eram Alemães, e também de Vidal de La Blache, que era Francês.
Bibliografia:
PONTUSCHKA, N. N. A formação pedagógica do professor de geografia e as práticas interdisciplinares. São Paulo, 1994. Tese doutorado em Educação- Faculdade de educação da USP
COMO ESCOLHER E ORGANIZAR AS ATIVIDADES DE ENSINO.
O texto nos mostra como o professor deve organizar suas atividades e materiais para que os alunos possam ter um melhor aproveitamento e entendimento da aula; as dinâmicas para envolver os alunos entre si e com o professor também, para assim fazer com que os alunos se envolvem com o assunto que está sendo tratado.Para esse texto, o melhor a fazer seria um debate dirigido pelo professor para expor as idéias de cada um. Não caberia apenas uma leitura individual.
Bibliografia:
BORDENAVE, J. D; PEREIRA, A. M. Estratégias de ensino-aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1994.

ANÁLISE DOS LIVROS DIDÁTICOS

Análise do livro da 6ª série
Quanto ao sumário, o livro está dividido em unidades e subdividido em aulas. Essa divisão permite uma maior clareza sobre o conteúdo trabalhado no livro. A subdivisão em aulas proporciona um maior controle do tempo ao professor.Ao final de cada aula o autor da sugestões de trabalhos em grupo, como pesquisas, debates, enfim, atividades que integram os alunos da sala e também de modo mais tradicional exercícios contendo questões relacionados ao tema.Este livro é muito colorido e o autor faz uso de diversos mapas e fotos, tornando-se bem didático para a 6 série. O modo com os temas são abordados é de fácil compreesão, sem se tornar cansativo aos alunos.A maioria dos livros didáticos destinados à 6 série comtempla como tema o estudo do espaço brasileiro.

Bibliografia
PIFFER, Osvaldo. Estudando as paisagens: A produção do espaço brasileiro; IBEP, São Paulo.
Analise de livro didatico da 7ª serie
O livro analisado de Igor Moreira da 7ª serie do ensino fundamental como objeto de estudo o espaço americano.O sumário é constituido de seis unidades e subdivididos em capitulos.Primeiramente ele explica o espaço mundial para depois entrar no contexto dos países americanos. Aborda aspectos economicos, socias, politicos e fisicos dos paises desse continente. È um livro que contém muitas ilustrações, mapas e fotos, o que facilita a compreensão do aluno. O livro contém ainda o manual do professor, que mostra o objetivo de cada capitulo, as respostas dos exercicios das aulas e textos complementares para auxiliar o professor. Igor Moreira segue mais a liha tradicional na elaboração de livros didáticos.
Bibliografia
MOREIRA, Igor. Contruindo o espaço Americano. Sâo Paulo, Editora Ática,1998.

Análise de coleção de livros didáticos- da 5ª a 8ª séries
Coleção: Geia, fundamentos da geografia
Autor: Demétrio Magnoli
1-Listar os conteúdos
5ª série - paisagem e espaço geográfico:
I - A dinâmica da natureza
II- O espaço dos homens
6ª série – o território nacional brasileiro:
I - Espaço político e domínio naturais
II - Sociedade, trabalho e cultura
III - Unidade e diversidade
7ª série – Espaço mundial, ambiente e desenvolvimento:
I – Meio natural, sociedades e economias
II – Demografia, trabalho e consumo
III – Meio ambiente e desenvolvimento
8ª série – Espaço mundial e estados nacionais
I – A civilização européia
II – As civilizações do oriente
III – As sociedades africanas
2 – Abordagem da geografia:
A abordagem é crítica, o livro trata do território nacional de forma a desvincular uma visão que naturaliza o mesmo, mostrando que o território é fruto de sociedade de em movimento de produção da realidade em que se encontra ao longo da história.
3 – Quanto cada conteúdo é trabalhado
O autor trabalha um tema em cada série abordando mais os aspectos humanos mas não esquecendo dos físicos.
Na 5ª série trabalha mais os aspectos físicos retomando –os na 7ª série.O autor trabalha bastante com a interação homem-natureza e a modificação do meio.
4 – Apresentar criticas da obra
O livro apresenta uma ótima estrutura para o ensino de 5ª série. O conteúdo trabalhado ajuda o aluno a ter uma visão critica da dinâmica da natureza e como o homem interfere no mesmo.Os textos possuem uma linguagem de fácil leitura, com muitas fotos, gráficos e mapas, tornando a interatividade e dinâmica da aula muito maiores.

PLANO DE AULA

Título: Os movimentos da nossa população – A imigração (aula25)Referente à população brasileira.

Introdução

Apresentar os conceitos relacionados às (i)migrações brasileiras em uma aula em que os alunos se identifiquem e participem da aula como parte ou resultado desse processo. Isto se justifica pela importância do papel dos imigrantes na história do Brasil e de cada aluno, para que o aluno identifique os países de seus descendentes e saibam da influência destes para a cultura e população brasileiras, além de localizar no mapa as regiões que se destacaram por esse movimento, que são a Região Sul e a Sudeste.

Pré-Requisitos Necessários para o Aluno

- Interpretação de mapas;
- Noções básicas sobre o crescimento, distribuição e formação da população brasileira;
- Trazer de casa a resposta da pergunta: “Qual a sua descendência? Se possível país, estado e cidade.”

Objetivos (que esperamos do aluno após a aula)

- Conhecer a dinâmica do processo imigratório no Brasil;
- Aprender os conceitos de emigração e imigração e
- Entender a influência do processo nas vidas deles (alunos) como brasileiros.

Desenvolvimento

- Explicar os movimentos do processo através da definição dos conceitos de emigração e imigração através das definições de um dicionário;
- Falar sobre as descendências dos alunos (através das respostas de casa) e sobre ‘quem são os imigrantes’, fazendo uma relação dos principais fatos históricos responsáveis pela imigração no Brasil e
-Pedir a releitura (como lição de casa) das páginas 124, 125 e 126 e leitura da próxima aula.

Referências

PIFFER, Osvaldo. Estudando as Paisagens. A produção do espaço brasileiro. São Paulo. IBEP.

VESENTINI, J. William. Geografia Crítica. O espaço social e o espaço brasileiro. São Paulo: Ed. Ática, 2001.

Dicionário da Língua Portuguesa.

Recursos Materiais

- Aula expositiva;- Livro didático;
- Resposta da questão solicitada para desenvolvimento da aula e
- Interação entre o professor e os alunos em sala de aula.

Avaliação

- A execução ou não da primeira tarefa pedida e se não, o motivo;
- Participação e interesse do aluno em sala de aula;
- Selecionar as cinco populações das quais mais existem descendentes entre os alunos da sala e dividir a classe em grupos para a realização de um trabalho sobre as populações definidas por sorteio.

ESTÁGIO DE OBSERVAÇÃO: A PRÁTICA

Introdução
Este relatório tem o objetivo de demonstrar o que foi relatado durante o estágio da disciplina Estágio de Observação e Vivência Docente, ministrada pela Professora Doutora Rosely Sampaio Archela, realizado entre os dias 14 e 22 de maio do ano de 2007. O estágio foi realizado no Colégio Estadual Hugo Simas, nas aulas de geografia das salas de 1ºs colegiais durante as aulas ministradas pelo professor Ademir .
O estágio: as observações
O estágio teve ínicio no dia 14 de maio em uma sala do 1º colegial. Logo de ínicio pudemos observar que os alunos não eram bem comportados, o que ficou evidente com o tumulto causado pela presença de estagiários durante a aula. A escola tem uma política de tolerância de quinze minutos de atraso, o que faz com que se torne um pouco complicado o processo de chamada, o professor precisou de alguns minutos para fazer a sala ficar em silêncio para realizar a chamada e a cada momento era interrompido por algum aluno que chegava com atraso.
Após a realização da chamada o professor deu ínicio ao conteúdo a ser ministrado na aula, que tinha como tema: O conceito e o objetivo da reforma agrária. Logo o professor começou a ministrar a aula, que tem duração de quarenta minutos, o sinal para término desta bateu, mas deu tempo para que ele pudesse falar ao menos os conceitos, o que sabemos não é suficiente.
Nos outros 1ºs colegiais o tema trabalhado era o mesmo, visto que o professor fazia com que as turmas estavessem sempre uma acompanhando as outras, o que variava entre as turmas é que uma as vezes dava mais importância ao que o professor falava do que as outras, mas todas as turmas tinham problemas com alguns alunos relacionado com o comportamento, sempre tinha o engraçadinho, o que fazia perguntas sem nada a ver com o assunto de aula. O professor na maior parte das vezes em que os alunos se comportavam mal não os punia, pois tinha receio de que pelo fato de estarem sendo punidos, estes acabassem por abandonar a escola, fato que relatou ocorrer muito, pois a maioria dos estudantes do noturno trabalham o dia todo e quase nunca têm tempo para os estudos e quando são cobrados demais acabam por desistir dos estudos.
As aulas em sua maior parte são expositivas, foram poucas as aulas em que o professor utilizou outros meios didáticos, como: jornais (onde os alunos fizeram uma síntese sobre a matéria, que complementava o que o professor havia explanado na aula anterior), e retro-projetor(em uma atividade com duas questões para os alunos responderem durante a aula).
Durante o período do estágio estava ocorrendo na escola "A Semana Cultural", onde os alunos tiveram de elaborar trabalhos em forma de painéis e maquetes que contassem um pouco da história de Londrina e consequentemente do Colégio, que este ano completa 70 anos. Essas atividades acabaram por atrasar um pouco o conteúdo de uma das salas, mas o professor não viu maiores problemas nisso, pois considera que haverá tempo para recuperar essas aulas.
O Colégio : Hugo Simas
O Colégio Estadual Hugo Simas esta situado na área central de Londrina. Oferece tanto o Ensino Fundamental como o Ensino Médio. É um dos colégios tradicionais de Londrina e este ano completa 70 anos de história e muito ensino.O Colégio é grande, com uma boa infra-estrutura para atender as necessidades dos alunos como quadras poliesportivas, auditório, biblioteca( com espaço um pouco reduzido,mas tem ótimo acervo).Possui ainda alguns instrumentos didáticos como retro-projetores, mapas, tvs e vídeos; não se pode dizer que não podia ser melhor, pois o que falta é investimento do estado no ensino público e de qualidade, mas os alunos que ali estudam podem se orgulhar e muito do colégio.
O Professor
O Professor nasceu em Marumbi, no Paraná em 1972. Seus pais moravam em Minas Gerais e eram agricultores. Com o auge do café no Paraná na década de 70, eles vieram atrás de melhores condições de vida. Ademir e seus pais mudaram para Londrina quando ele tinha 6 meses de vida.Ademir é licenciado em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina, onde também fez bacharelado e Especialização em Ensino de Geografia.Hoje, leciona Geografia no Colégio Estadual Hugo Simas e em outras escolas, diz que adora o que faz e que dar aulas é uma paixão

AULA SIMULADA- Plano de Aula

Preparação de aula para a 1ª série do ensino médio

Título: Relevo Geral

Introdução :

Apresentar aos alunos os conceitos relacionados as formas de relevo formadores da superfície terrestre para que assim conheçam um pouco da história da formação da Terra e como ela foi formada, para nas próximas aulas os alunos entenderem o relevo brasileiro e as influências que estes causam na distribuição do clima e dos domínios morfoclimáticos pelo planeta.

Pré- requisitos necessários para o aluno:

-interpretação de mapas
-Noções básicas das formas de relevo (já aprendida nas séries anteriores)

Objetivos:

- Conhecer a história de formação das formas da superfície terrestre
- Entender as formas dos relevos da Terra e como estas foram formadas

Desenvolvimento:

- Explicar o que e quais são as formas de relevo da superfície da Terra
- Explicar sobre as estruturas geológicas que dão o embasamento rochoso para as formas do relevo
- Expor rapidamente as formas do relevo dos continentes
- Resolução dos exercícios de aula no final da aula

Recursos materiais:

- Aula expositiva
- Lousa
- Apostila
- Mapa mundi físico
- Exercícios da apostila

Referência:
Apostila Sistema de ensino Interativo